sábado, 3 de setembro de 2011

[Há palavras que são]

Há palavras que são
tempestades de
desassossego.

Há palavras que são
gritos de
ódio
raiva
e anseio,
rasgando o ar
e as páginas
como o trovão rasga
o éter.

Há palavras que são sussurros de
amor e desejo,
delicadas como as
doces pétalas
das flores.

Há palavras que são
silêncios eternos
saídos das profundezas
da alma.

Há palavras que são
impronunciáveis.
De tão belas.
De tão cheias.
De tão unas.

Há palavras que são
minhas
tuas
dele
dela
deles.
Do mundo!

Há palavras que são
arrepios e
abraços,
esquentadas com o
calor
da emoção e
guardadas no recato
dos segredos.

Há palavras que
a memória,
por mais audaz
ou acanhada,
não esquecerá jamais.
E mesmo que o
tempo
lhe leve alguns dos seus
tesouros,
há palavras a que
a memória
dará palácios
e relíquias.

Há palavras a que
a memória
dará o trono da
eternidade.

Alcanhões, 3 de Setembro de 2011 – 17h23m

2 comentários:

  1. Olá amigo,

    Como sabes adoro poesia e nada me daria mais gosto que te ver publicado nas montras das nossas livrarias. O teu talento é inato, quase sobrenatural. Adoro ler-te.

    Um abraço bem forte.

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  2. Há palavras que são mesmo eternas...
    Lindo demais Samuel!

    Beijinho meu amigo

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