quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Príncipe de olhar mortiço

Pé ante pé
chegaste cabisbaixo e
envorgonhado,
príncipe de olhar
mortiço.
Tua leve
expressão, melancolicamente
silenciosa, vigia
as árvores despidas
do verde
que as vestira de
sorrisos e
frescura.

Timidamente belo,
trazes o conforto das
chamas, que num
abraço meigo
nos aquecem à
lareira.
E por te chamares
Outono, príncipe
de olhar mortiço,
desejam-te os que
se encantam
com as compotas
biscoitos
e os frutos
secos,
que nas tardes mais
cinzentas
são como bálsamos
alquímicos.

Lisboa, 20 de Outubro de 2011 - 22h21m

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