sábado, 5 de novembro de 2011

Caminho para o Lar

Chamo de caminho original à possibilidade de o homem viver em pleno a sua unidade enquanto ser humano e ser divino. É um caminho pessoal e de aprendizagem, o único que corresponde à essência primária do que define cada ser na sua individualidade. Quem o percorre, sabe que encontrará caminhos transversais que, se percorridos, poderão tornar-se caminhos paralelos. Por vezes, por esse caminho original estar repleto de crateras ou de percursos sinuosos que causam desconforto aos caminhantes, há quem opte por trilhos desviantes da inevitabilidade de o homem se confrontar com os seus maiores receios, caindo no engodo de um caminho onde o facilitismo é, aparentemente, quem dita as regras.

O caminho original não é um caminho fácil, pois envolve aprendizagens. Se aprender pode parecer fácil, integrar as aprendizagens devidamente leva tempo e requer paciência e dedicação. Contudo, o caminho original é um caminho feliz. E percorrê-lo é nada mais do que cada ser humano deixar-se invadir pela sua condição divina e, assim, tornar-se um ser completo e perfeito, sem medos e sem vendas que o ceguem e aprisionem na ilusão de que, por ser humano e por pensar, é diferente de tudo o resto a que, paternalmente, chamou de mundo.

Ao percorrer o caminho original, ao resgatar para si o direito de escolher seguir esse caminho, o homem aproxima-se, a cada passo, do que há de mais profundo e belo na sua condição de ser humano. Ao percorrer o caminho original, o homem aproxima-se, a cada passo, do seu Eu eterno. Da sua verdade maior. Do seu Lar.

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