terça-feira, 1 de novembro de 2011

O que realmente devemos ser

Sabeis vós, homens de outro tempo, que é tempo de o vosso tempo ver o seu tempo terminar? Sabeis vós, homens de um velho mundo, que é tempo de o vosso mundo ver a aurora de um mundo novo? Sabeis vós, homens de uma Era antiga, que é o tempo do amanhecer de uma Era nunca vista?

Pois se não sabeis do que vos falo, ficai a saber apenas que o mundo que todos conhecemos não será jamais o que outrora foi. E os que se cansam suportando os pilares corroídos de uma ordem mundial mortiça, quais Atlas que carregam o mundo sobre o dorso, não fazem mais do que tentar manter de pé o que a sorte (ou a consciência humana) ditou que deveria ruir.

Não temeis o que, ao primeiro olhar, aparenta ser uma perda horrivelmente fatídica. Por vezes, são as maiores perdas (ou as que humanamente julgamos dessa forma) que nos devolvem ao que realmente somos. Ao que realmente devemos ser.

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