quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Poeta-interrogação

Há em mim um
olhar
inquiridor, como em
poucos olhos
vejo.

Há em mim uma
interrogação
entranhada, das que minam
o mundo de
verdade.

Há em mim um
grito
enfurecido, ardente,
bradando quimeras e
desejos
de silenciar
por fim
o silêncio de todas as
respostas.

Alcanhões, 26 de Novembro de 2011 – 22h15m

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