Curioso que só nos lembramos da pobreza quando ela nos toma o conforto da vida rotineira e alienada sem aviso prévio. Não que andemos de olhos vendados pelas ruas frenéticas da Cidade-Grande. Simplesmente não queremos ver. Talvez levemos demasiado à letra o adágio popular em que há olhos que não vêem e corações que não sentem.