O rapaz de olhos castanhos e curiosos sempre quisera espreitar pela janela do futuro. Nos seus tempos de menino, a avó dissera-lhe que todos os que a encontrassem conseguiriam desvendar a vida que estaria por acontecer.
O rapaz procurou a janela dedicadamente. Até ficar velho. Encontrou-a num tempo em que os seus dias terrenos estavam próximos do fim.
E os olhos castanhos, outrora curiosos, não quiseram espreitar mais. Sabiam que o futuro não se desvenda. Escolhe-se.