Há a crença de que a importância do perdão reside na palavra, no dizer. Mas de que servem as palavras quando, tantas vezes, são proferidas como orfãs do sentir?
Mais importante do que um perdoa-me ou um eu perdoo-te, é determinante afirmar perante a consciência pessoal de que se está apto, convicto e livre para o perdão. E só após essa tomada de consciência, só após a tomada de consciência de que não há perdão a outrém sem existir um auto-perdão sincero, é possível permanecer em verdade com as palavras e o que se sente ao proferi-las.
Basta de palavras orfãs de sentir! As palavras são demasiado nobres para serem usadas com leviandade.