quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Espera

Esperava-o na rua, à entrada da casa. Segurava uma cesta de flores vermelhas que colhera durante a manhã. Colhia-as todos os dias. E mesmo sabendo que não o veria naquele dia, nem mesmo no dia seguinte ou em todos os restantes dias da sua vida, colhia flores vermelhas todas as manhãs e esperava-o junto à entrada da casa. Era onde o beijara pela última vez.

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