sábado, 5 de maio de 2012

O homem por que passei na rua

Olhaste-me
com o vazio dos
teus olhos, homem
por que passei na
rua.
Chovia.

Vi-te só, o
cabelo colado ao rosto e
a roupa
molhada no
corpo.
Chovia.

Estendi-te o
guarda-chuva, no campo
aprendi a ser
gentil.
Chovia.
E da chuva
nada te guardava
ou protegia.

Paraste. Olhaste-me
com o vazio do
teus olhos.
E seguiste em
frente, sem
perceber o que eu
queria.

Há na tua
expressão, homem
por que passei na
rua, uma
certeza que o não é
de que não há qualquer
bem no
mundo.

Viagem de Lisboa para Santarém, 4 de Maio de 2012 - 19h50m


1 comentário:

  1. Gestos que alguns homens não reconhecem pela desumanidade com que estão habituados a ser tratados:-(

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