segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Revolução


Este é o tempo em que se
erguem as vozes dos
poetas e as
liras dos
músicos.
Este é o tempo em que a
palavra dos homens cai no
silêncio vago e triste
de todas as coisas da
terra do céu e do infinito
que nada mais têm além do
vazio de sentido que
carregam.
Este é o tempo em que as
lágrimas invisíveis dos
coros ébrios e loucos
tingem de luz as
trevas cavernosas de
prisioneiros e carneiros
mansos.
Este é o tempo em que o
grito sôfrego de esperança
se ergue da digna arte e
clama um sebastiânico mundo
novo.
Este é o tempo em que a
lucidez enjeita os homens e
se intrusa no coração insano
dos que, em silêncio,
cantam a leveza de se ser
imortal e
livre.

Lisboa, 17 de Setembro de 2012 – 12h28m

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