domingo, 18 de novembro de 2012

[Escureceu o dia]


Escureceu o dia
e de negro se
toldaram as auroras por
vir.
O canto da ave
calou-se.
O canto do homem
calou-se.
O canto da vida
calou-se.
Escureceu o dia
e de noites sem
estrelas vive agora o
mundo.
Não há já luas e
sóis, não há já
astros de esperança e
promessa.
Escureceu o dia
e todos os céus
que amanheciam a
cor da Terra.

Escureceu o dia
mas não escureceu ainda
a consciência que trago
em mim e que
não esqueço.
Pode escurecer o dia.
Pode escurecer o céu.
Pode escurecer a vida.
Jamais esquecerei que de
azul se cobre o dia
e que de estrelas se
ilumina a
noite.
E enquanto houver a
memória viva
em mim
nunca a escuridão se
abaterá sobre as minhas
palavras.

Alcanhões, 18 de Novembro de 2012 – 13h37m

1 comentário:

  1. Este poema é lindíssimo. Fiquei simplesmente sem palavras. Parabéns, Samuel!

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