sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma coisa muito feia

Podia dizer que a guerra existe por imperar a lógica do ego, por imperar a ilusão do ter. Podia dizer que a guerra esmaga o outro, que o anula na sua individualidade. Podia dizer que a guerra conecta o humano à sua condição mais animalesca. Agustina Bessa-Luís escreve que a guerra “é uma atitude de indivíduos abandonados à razão, incluindo a razão do seu mundo interior isolada do mundo exterior.”

A guerra é tudo isto que supracitei. Ainda assim, prefiro dizer que a guerra é uma coisa muito feia.