O Teatro Rosa Damasceno está em ruínas. Foi vendido a uma empresa de construção que o mantém ali, mudo, tristonho, a definhar. Existem alguns movimentos cívicos que o defendem, embora não lhes seja dado o devido crédito. A Câmara Municipal? Como convém! Não comento mais. O Teatro Rosa Damasceno é património scalabitano e português (exemplar notável da arquitectura modernista nacional). Está morto. Dói. Mas está morto. Ainda assim, é possível dar-lhe vida. É dos poucos casos em que a morte é contornável. Mas a espera mantém-se. Corrói. O podre alastra-se. E o Teatro morre mais, vai morrendo cada vez mais. Mas não esqueço que ainda é possível... Ainda é possível contornar a morte.