domingo, 17 de novembro de 2013

Mar meu

quem dera que
pudéssemos caminhar
de mãos dadas
e ir onde o longe é
laranja e rosa no Verão
quem dera que eu e tu
fôssemos a onda a brisa e a concha
clara água que brilha
brilha!
quem dera que as escamas
me cobrissem a pele
e em vez de homem
fosse peixe
só assim poderia ser tu
só assim poderias ser (m)eu


Lisboa, 17 de Novembro de 2013 – 20h30m

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