sábado, 18 de janeiro de 2014

Portugal 2014

um dia após a aprovação
do referendo sobre a adopção
e co-adopção por casais do mesmo sexo

Sei de um
país
onde o frio
dura todo o
ano.
As casas são
celas de
silêncio
e da terra
nada nasce
tudo morre.

Sei de um
país
sem flores
luz
onde o sonho
é ilusão de quem não
verga.
No mar
já não navega
o infante
e nas vagas morrem
ninfas sem
esperança.

Sei de um
país
onde os homens
não são homens
onde a lei
não é a
lei

Ainda há
cães e raiva
sob os fatos
de quem
ordena.

Alcanhões, 18 de Janeiro de 2014 - 01h26m

2 comentários:

  1. Sei de um país onde um punhado de homens e mulheres se recusam a deixar que as sementes não brotem e que o frio lhes congele o coração. Esse é o nosso país e nem que seja a última coisa que a nossas forças nos permitam fazer vamos continuar a gritar bem alto que não desistimos de lutar pelos nossos direitos. Obrigado pela força da sua escrita.

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  2. Subscrevo a mensagem..
    "sei de um país"
    autista
    e ausente de profetas...

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