terça-feira, 20 de maio de 2014

Oliveiras

Repara como as oliveiras brilham sob as nuvens cinzentas que vigiam os campos. Repara como ciciam os ramos diante do vento que se impõe. As folhas que se agitam são uma canção e há vozes que anunciam a tempestade que está por vir. Nenhuma oliveira chora diante do ar que a rasa nem da chuva que a apodrece. Ela brilha e canta. Ri. Repara como é hirto o tronco nodoso da árvore e como a raiz se fixa no chão num abraço. Há algo mais belo do que olhar uma oliveira que resiste?


Alcanhões, 20 de Maio de 2014 – 15h13m

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