segunda-feira, 30 de junho de 2014

Chagas

o sangue emerge
do chão
e nenhuma serpente
bebe da seiva
da árvore
do magma
e do rubor

caminhamos sobre rubis desfeitos
e o sangue nos espirra do olhar

jamais sairemos incólumes das vielas

é o garrote que nos detém


Lisboa, 27 de Junho de 2014 – 12h21m

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