As
raízes das árvores entoam o som único da terra
e
as aves emergem firmes, musicais.
Profere
o cântico sagrado e fixa o instante
há-de
nascer a voz e a profecia.
Possa
a água ser luz no teu rosto
e
o açúcar morar em cada sílaba que assobias.
Que
teus olhos apenas vejam o bem e o bom no mundo.
As
raízes das árvores são os teus pés sobre os montes
e
as aves os teus gestos que emergem em espiral.
Dançam.
Danças.
O
céu dança diante do teu nome
e
o teu nome é o longe sem traço ou definição.
As
raízes das árvores entoam o som único da terra
e
as aves emergem firmes, musicais.
Nasce
a sibila.
A
palavra impõe-se
é
teu o destino.
No
dia em que a sibila morrer
o
silêncio tomará de novo a terra.
Lisboa, 9 de Outubro de 2014 – 00h45m
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