quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reyhaneh Jabbari

Nenhum homem, nenhum chicote
nem uma forca te privarão de cortar o mundo com os olhos.

Depois de ti
todos os silêncios são farpas
que nos matam.

És agora o vento que respira de dentro das árvores
as aves que cantam do cimo da Terra
a verdade que se impõe sobre toda a avidez.

Canta, Reyhaneh, canta a limpidez do teu nome.

Nenhuma pedra, nenhum dedo
nem uma palavra te roubarão
a humanidade.

Alcanhões, 30 de Outubro de 2014 – 12h31


1 comentário:

  1. Olá Samuel! Que excelente poema pude ler aqui. Hei-de visitar-te outras vezes.
    Um beijo.

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