sábado, 15 de agosto de 2015

Inverno

esperar-te naquele entardecer
em que a luz é breve
em que o ar me arrefece as pontas dos dedos
bebendo-me o suor e o cansaço dos dias quentes
em que a terra se espreguiça em ervas secas que ondulam
e as flores das mentas
são a neve que Agosto nunca viu


Alcanhões, 15 de Agosto de 2015 – 12h28m

1 comentário:

  1. São a "neve" que o poeta sente em cada espera. A memória dos sentidos é sempre um sobressalto... Gosto de te ler, Samuel.
    Um beijo.

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