Apenas
existe um caminho destinado a todos os homens e mulheres da Terra. Esse caminho
chama-se Amor. Quem escolhe segui-lo, segue a verdade. Quem o recusa, segue a
ilusão. Todos os caminhos que parecem desenhar-se à nossa frente, que não o
Amor, são projecções de um ego que tem medo de perder o controlo diante da
liberdade total que o Amor representa. O Amor é a porta para a libertação da
consciência. Nele e através dele, subimos as escadas da evolução até à Fonte. E
esse Amor não é uma noção oca e vazia de sentido, um sentimento que se
racionaliza. Esse Amor é a divindade que habita em todas as coisas e a
capacidade de a reconhecer com um mero olhar. É um espírito. Uma vibração.
Aceitá-lo é dizer sim a uma compreensão maior da realidade, menos polarizada,
mais abrangente. Entender que o bem e o mal são meras facetas de uma mesma
energia que se atrai e se repele. Entender que o ódio não finda tendo ódio como
resposta, apenas duplica. Entender que um erro não se corrige através do
julgamento, mas tendo consciência de que é um pedaço da estrada que nos leva à
evolução, aceitando-o. O Amor só vencerá sobre a Terra se cada um dos humanos
que a habitam se focarem em expandi-lo. Não através de uma evangelização rígida
e planeada, mas através da espontaneidade da acção em todos os dias das nossas
vidas, sorrindo, tocando e abraçando o outro como um igual. Quando entendermos
isto, quando integrarmos em nós que a única verdade que existe é a
universalidade do Amor, estaremos prontos para assumir a nossa própria mestria
e viver neste planeta de acordo com o lugar sagrado que ele já é.
Alcanhões, 22 de Janeiro de 2015 –
23h32m