Na última edição do Dinheiro Vivo, suplemento do Diário de Notícias aos Sábados, saiu uma reportagem da jornalista Ana Margarida Pinheiro sobre a "Geração Milénio", para a qual fui entrevistado. Uma reportagem é feita de muitas perguntas e respostas que darão suporte à peça final e, a dado momento, surgiu esta questão, da qual não me consigo desligar:
A crise alterou a forma como encaras o futuro? O que é que mudou?
Respondi isto - Mudou a consciência do que é a "crise". A crise é um efeito de que algo que vinha a ser feito não é o mais equilibrado, certo ou benéfico, por isso se dá a crise, a falência. Acontece com o nosso organismo, acontece com o nosso planeta e até com o Universo. O período que estamos a viver é o efeito de uma série de práticas que têm de ser mudadas, seja a nível da economia, da sociedade, da cultura ou da política. O lucro não nos servirá de nada no futuro se não existirem pessoas. É urgente que a humanidade seja mais humanitária. Partilhamos um planeta com outros seres, não somos donos de nada, nem de nós. E só teremos futuro se entendermos que o amor universal, o amor por todas as formas de vida, é a maior lei que existe. É neste futuro que acredito e é para este futuro que estou a trabalhar.
Bem, o poeta e a canção dizem que é o sonho que comanda a vida, não é? Caminhemos!