sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

[que futuro nos espera]

que futuro nos espera
neste mar sem
sal e brisa

que futuro nos espera
onde o medo é
pai e lei

que futuro nos espera
entre os chacais e
a podridão

somos filhos do chão e da luz
e até o mato se abre ante os passos que damos
jamais nos curvaremos
jamais nos curvaremos
jamais nos curvaremos

que futuro nos espera

o futuro nos espera
a promessa
e para lá caminhamos
para lá caminhamos

engelhados nos vigiam
os abutres que nos matam

Lisboa, 29 de Maio de 2014 – 12h33m

poema do meu próximo livro de poesia, "Ágora"