que
futuro nos espera
neste
mar sem
sal
e brisa
que
futuro nos espera
onde
o medo é
pai
e lei
que
futuro nos espera
entre
os chacais e
a
podridão
somos
filhos do chão e da luz
e
até o mato se abre ante os passos que damos
jamais
nos curvaremos
jamais
nos curvaremos
jamais
nos curvaremos
que
futuro nos espera
o
futuro nos espera
a
promessa
e
para lá caminhamos
para
lá caminhamos
engelhados
nos vigiam
os
abutres que nos matam
Lisboa, 29 de Maio de 2014 – 12h33m
poema do meu próximo livro de poesia, "Ágora"