esperar-te
naquele entardecer
em
que a luz é breve
em
que o ar me arrefece as pontas dos dedos
bebendo-me
o suor e o cansaço dos dias quentes
em
que a terra se espreguiça em ervas secas que ondulam
e
as flores das mentas
são
a neve que Agosto nunca viu
Alcanhões, 15 de Agosto de 2015 – 12h28m