quarta-feira, 16 de março de 2016

A esfinge

à Katerina D. Barbosa,
que, por ser solar como Atena, partiu para o Olimpo

queria que este verso fosse a minha mão
        que pudesse estender-ta
        para ficar mais perto
e que estivesses a ouvir-me dizê-lo
queria recordar os cafés que não bebemos
com a luz do entardecer em Lisboa e Atenas
queria dizer-te as mesmas palavras ternas que me disseste
e ainda pedir-te
fica
para não ter de te ouvir assim, tão calada
como a esfinge que orquestra outro enigma

Alcanhões, 16 de Março de 2016 – 11h22m


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