terça-feira, 15 de março de 2016

As mãos

Cada letra inscrita por mim, cada palavra que escrevo, é um prolongamento das minhas mãos. E as mãos fazem muita coisa. Podem ferir, são violentas, podem matar. São as mãos que acarinham, são as mãos que dão ou tiram, são as mãos que sabem receber. São as mãos que odeiam e que amam. E sou eu que escolho como se posicionam. Eu quero que sejam paz, quero que sejam cura, quero que sejam festa e amor. Quero que sejam luz. Só assim me aperfeiçoo enquanto humano, só assim me depuro, só assim me torno numa pessoa melhor.

Escrever é essa escolha constante e árdua, essa escolha diária e atenta - que define quem sou e o que faço aqui -, de como devo posicionar as minhas mãos.

Alcanhões, 15 de Março de 2016 - 10h19m

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