à Katerina D.
Barbosa,
que, por ser
solar como Atena, partiu para o Olimpo
queria
que este verso fosse a minha mão
que pudesse estender-ta
para ficar mais perto
e
que estivesses a ouvir-me dizê-lo
queria
recordar os cafés que não bebemos
com
a luz do entardecer em Lisboa e Atenas
queria
dizer-te as mesmas palavras ternas que me disseste
e
ainda pedir-te
fica
para
não ter de te ouvir assim, tão calada
como
a esfinge que orquestra outro enigma
Alcanhões, 16 de Março de 2016 – 11h22m