O céu tingia-se
com as
cores
do entardecer,
qual paleta em que
as tintas
se fundem numa pintura
improvisada.
Na aldeia, a noite
vestia
o seu traje
de mulher nobre,
bordado a estrelas
e tecido sob a vigília do
luar.
E enquanto as gentes
se recolhiam no abrigo do
lar,
a brisa outonal
varria
as folhas adormecidas no
chão,
qual mãe que carrega ao colo
os filhos
para o conforto e quietude do
leito.
Alcanhões, 7 de Outubro de 2011 - 19h58m