Cansam-se
os poetas
de gritar ao
vento
(e aos homens engravatados
e de colarinho branco)
a riqueza de uma
memória ancestral
perpetuada
nos friamente desprezados
gigantes
de pedra
e de papel,
testemunhos inanimadamente
vivos
que inflamam de orgulho
pátrio
um povo recordado
pela saudade de um tempo
áureo
em que deuses-homens
buscaram a
coragem
na esperança de
uma promessa vindoura
e honesta.
Lisboa, 24 de Outubro de 2011 - 23h20m