Choro
a morte da
terra
que o mar
fundou,
a pátria
lusitana
que
às
mãos da traição
pereceu.
Portugal
morreu
e
eu choro-lhe
o
corpo e o sangue
sujos
de nojo e
mentira.
Ah!
a dor maldita de te
perder
assim!
Da
carne pútrida tua
alimentam-se
os
vermes,
senhores
infectos
que nem na
morte
te sabem
honrar.
Estão
famintos
de ti, da altivez
sagrada
que lhes não é
destinada.
São e
serão
sempre parasitas que
aspiram
à divindade dos
eleitos.
Ah!,
pátria feita do sangue dos que te
pisam
o chão! Choro-te
a
agonia inglória e
brado
em prece aos
deuses
que te
fundaram
a
grandeza.
Sê
um novo cristo
ressuscitado
e
livra-nos
do mal
que
te degolou, ó pátria!
É
hora de à traição
dedicar
repúdio
e
exílio. Purgue-se teu
corpo
puro dos
vermes
que te
conspurcam
a
face.
És
mais do que um
horrendo
banquete em
decomposição.
Choro-te
a morte,
Portugal.
E grito o
desespero
de te não ver
vertical
e
digno.
Ah!, pátria feita do sangue dos que te
pisam
o chão, como dói saber que
te
perdes assim.
Alcanhões, 9 de Setembro de 2012 – 01h46m