Este
é o tempo em que se
erguem
as vozes dos
poetas
e as
liras
dos
músicos.
Este
é o tempo em que a
palavra
dos homens cai no
silêncio
vago e triste
de
todas as coisas da
terra
do céu e do infinito
que
nada mais têm além do
vazio
de sentido que
carregam.
Este
é o tempo em que as
lágrimas
invisíveis dos
coros
ébrios e loucos
tingem
de luz as
trevas
cavernosas de
prisioneiros
e carneiros
mansos.
Este
é o tempo em que o
grito
sôfrego de esperança
se
ergue da digna arte e
clama
um sebastiânico mundo
novo.
Este
é o tempo em que a
lucidez
enjeita os homens e
se
intrusa no coração insano
dos
que, em silêncio,
cantam
a leveza de se ser
imortal
e
livre.
Lisboa, 17 de Setembro de 2012 – 12h28m