Escureceu
o dia
e
de negro se
toldaram
as auroras por
vir.
O
canto da ave
calou-se.
O
canto do homem
calou-se.
O
canto da vida
calou-se.
Escureceu
o dia
e
de noites sem
estrelas
vive agora o
mundo.
Não
há já luas e
sóis,
não há já
astros
de esperança e
promessa.
Escureceu
o dia
e
todos os céus
que
amanheciam a
cor
da Terra.
Escureceu
o dia
mas
não escureceu ainda
a
consciência que trago
em
mim e que
não
esqueço.
Pode
escurecer o dia.
Pode
escurecer o céu.
Pode
escurecer a vida.
Jamais
esquecerei que de
azul
se cobre o dia
e
que de estrelas se
ilumina
a
noite.
E
enquanto houver a
memória
viva
em
mim
nunca
a escuridão se
abaterá
sobre as minhas
palavras.
Alcanhões, 18 de Novembro de 2012 – 13h37m