Repara
como as oliveiras brilham sob as nuvens cinzentas que vigiam os campos. Repara
como ciciam os ramos diante do vento que se impõe. As folhas que se agitam são
uma canção e há vozes que anunciam a tempestade que está por vir. Nenhuma
oliveira chora diante do ar que a rasa nem da chuva que a apodrece. Ela
brilha e canta. Ri. Repara como é hirto o tronco nodoso da árvore e como a raiz
se fixa no chão num abraço. Há algo mais belo do que olhar uma oliveira que resiste?
Alcanhões, 20 de Maio de 2014 – 15h13m