Nunca
as vozes dos búzios soaram tão alto
e
o voo das aves cortou o céu num círculo perfeito.
Ainda
vejo os traços das chamas que devoram o longe
e
em cada corpo extinto emerge um lótus.
Trago
na voz o incêndio de quem canta
para
ter domínio sobre a morte.
Alcanhões, 30 de Outubro de 2014 – 00h21m